Iniciando no pokemon

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* Wendell Santini tem 30 anos, e desde os 10 joga RPG e Boardgames. Jogou Magic: the gathering em alto nivel competitivo até 2010 e ultimamente vem se dedicando ao Pokemon tcg. É sócio fundador da White & Nerd Games e editor geral do blog da whitenerd.

Olá, tudo bem com vocês?

Eu não vou ter uma coluna fixa, mas vou postar de vez em quando aqui no blog, sobre os mais variados assuntos, tanto pra reforçar os colunistas especificos como pra agitar e acordar a galera. Então acompanhem sempre o blog, porque sempre tem novidades!!

É a primeira vez que eu vou me arriscar a escrever sobre pokemon, então é possivel que eu dê umas cabeçadas técnicas, mesmo tendo a experiência de falar de outros tcgs,ok? Então por favor relevem, ou critiquem ferrenhamente, pra eu saber onde tenho que melhorar.

Comparando o pokemon de hoje com o de 10 anos atrás quase podemos dizer que é outro jogo. Estratégia melhorada, pokemons mais fortes, cartas equilibradas, propósito definido nos decks. Graças a isso o jogo atinge outro patamar, que abandona o chão da escola e ingressa em eventos realmente competitivos.

Nesse pouco tempo em que me dedico ao jogo, em parceria com minha filha Alice (que foi a verdadeira motivadora da gente jogar) eu pude perceber, inclusive por experiência e erro, as falhas que o iniciante do pokemon comete. É sobre essas falhas e como ajusta-las num ambiente de jogo que falaremos hoje.

Nosso primeiro contato competitivo com pokemon foi participar da liga em Araraquara, já que nós não tinhamos liga aqui em são carlos ainda. Nós jogávamos há menos de uma semana, eu tinha conseguido algumas cartas avulsas numa troca com Magic e nós montamos decks bem simples. A Alice jogou com um deck com cobalion epo, tornadus e zekroms enquanto eu consegui montar um reshiboar meia boca, sem doce raro, colecionador de pokemon e supporters decentes (aqui é assim, primeiro se monta o deck da Alice e depois eu monto com o que sobra) O resultado foi que a Alice fechou o dia 4-3 (esse score poderia ter sido 5-2 se um dos oponentes da Alice não tivesse ROUBADO para não perder, sob a vista cúmplice de outros jogadores) e eu fiz 1-6.

Dessa experiência tiramos duas lições:

– Pokemons básicos grandes são muito bons, mas precisam de algum tipo de suporte para funcionar melhor e
– Muitas evoluções diferentes no deck, ainda mais sem o apoio de doce raro, farão você perder antes de conseguir montar seu jogo.

Começamos a pesquisar os decks e a teoria fazer sentido: fuçando em diversos sites, encontramos listas como Zekrom/elektrik e reshiboars, de verdade, com pokemons grandes fazendo a função de “Tanque” enquanto evoluções no banco otimizavam seus atacantes. O conceito de conjunto e não de atacantes individuais começava a fazer sentido e isso refletiu no primeiro dia de liga pokemon aqui em São Carlos, quando a Alice fez 10-1 jogando com seu deck de pokemons grandes com melhores suportes. Pouco depois nós conseguimos fechar o Zekeels e ai foi só passeio o resto do mês. Nesse período, alguns conceitos ficaram bem fixos:

– O conceito de “Tanque” é praticamente a base do pokemon hoje. Eu não sei como era nas edições anteriores, mas desde que eu aprendi o que a gente vê são bichos imensos combinados com evoluções com habilidades no banco. Óbvio que dá pra trabalhar com outros estilos de jogo, mas a receita do bolo normalmente é essa.

– Jogar pokemon as vezes dói o coração, porque você TEM que cortar aquele pokemon legal mas que não tem tanta sinergia com seu deck.

– O erro mais comum de iniciantes é entupir seu deck com 4, 5 evoluções diferentes e não conseguir montar seu jogo antes de perder pra um deck mais rápido. O ideal seriam 2-3 evoluções (com doce raro se utilizarmos estágios 2) e basicos fortes ou que seguram o jogo pra dar tempo de montar tudo

– A pró-eficiência mais importante do pokemon é a matemática. Saber calcular em quantos ataques você nocauteia um pokemon antes de perder o seu, quais trocas são possiveis e quem ganha a corrida dos prizes é vital pra ser bem sucedido.

– Splashs (cartas que você coloca 1-2 no deck para enfrentar decks em especifico) são muito mais funcionais do que em outros TCGs. Terrakion NVI prova essa teoria.

– Energias não são terrenos de magic, o conceito é muito diferente, então nada de 20 energias no deck, pode usar BEM menos (meu primeiro builder solo tinha 18 e 4 energy search, que no fim não é uma “fetch land”)

E nesse caminho a gente vai melhorando e acertando, eu espero que essas pequenas dicas de conceito ajudem o pessoal a iniciar bem, e conseguir melhorar o nivel dos decks e de jogo. Aqui em São Carlos o pessoal já está com decks mais redondos, mais consistentes e competitivos, e todos ganham com isso.

Agradeço a leitura de todos vocês, e fico no aguardo das criticas e sugestões para podermos melhorar o blog.

Cy´all

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