Caminhando nos Planos

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Saudações Nerds!

Acredito que poucos aqui me conheçam, então nada melhor que uma apresentação daquele que vos escreve. Meu nome é Lucas de Almeida Hervás, mais conhecido como Gigante/Giggs, tenho 21 anos, sou Representante de Atendimento da Vivo (vulgo: sou aquele cara que você adora ligar pra xingar quando seu Speedy não conecta ou quando sua linha de telefone fica muda), jogo Magic the Gathering: Estampas Ilustradas desde 2008 e sou apaixonado pelo jogo.

Meu primeiro deck foi um pré-montado de Décima Edição do Cho Manno, Revolucionário. Eu lembro que ele tinha algumas cartas, como Eleito da Ancestral, Pacifismo e a carta que “combava” com Cho Manno e que eu particularmente adorava, Pariah. Na época, o deck era tudo de mais divertido que existia pra mim. Como a turma praticamente só usava criaturas, sem remoções ou hates para encantamentos, eu geralmente vencia. E todos me odiavam por isso.

Com o tempo, eu fui me tornando mais “competitivo”, não exatamente indo a campeonatos, mas a turma já queria montar decks mais fortes. Foi aí que montei meu Monowhite Kithkins, com Cavaleiro de Campinagrão, Anunciadora Kithkin e a carta estrela do deck, Trio da Trama Mental. Eu adorava o deck, principalmente quando resolvia o Trio, era geralmente uma vitória certa. Mas os decks adversários eram bem mais competitivos que na época do pré-montado, como BG Elfos, Doran Ents e Elementais. Então, os jogos se tornavam mais justos, o que deixava tudo mais divertido. Fora esses primeiros decks, ainda tive um GW Aggro; Bant Aggro; Naya Aggro (que me rendeu um lugar até que decente no meu primeiro PTQ, já que ninguém confiava na força do deck e fui o “melhor da turma”, ganhando inclusive de jogadores conhecidos, como Boloiro e Sandoiche); Spread’em, Mill e mais alguns menos importantes. Mas minha saga competitiva começou lá pra metade de 2010, com um deck de vampiros que o Wendell me passou a lista.

Com ele acabei conseguindo resultados expressivos, por serem os primeiros regionais, como meu primeiro top4 na Domain. Que rendeu o famoso caso das “16 cartas no sideboard”, que pelo nome vocês já devem saber do que se trata.. Em 2011, com o odiado Valakut, consegui vaga pro meu primeiro nacional, onde fiz um x-4 e nem joguei o segundo dia. E nesse mesmo ano fui apresentado ao melhor formato desse jogo, o Commander. Atualmente tenho dois, Omnath e Ruhan, que rendem horas e horas de boas risadas e diversão.

Ta, mas porque eu escrevi contando toda a minha história até hoje no jogo?

Simplesmente, porque eu queria mostrar para vocês, que Magic pode ser muito mais que um jogo. Pelo menos para mim, já é uma grande parte da minha vida. Foi onde conheci meus melhores amigos, onde passei meus melhores momentos com muitas risadas e diversão. Mas não só isso, o jogo é um grande aprendizado, tanto na vida, quanto na parte pessoal. Conforme você vai evoluindo seu jogo, você também esta automaticamente expandindo seus conhecimentos. É um grande exercício mental e também físico. Quem já jogou campeonatos extensivos, como GPs ou PTQs sabe que o jogo exige muito de você, em ambas as partes. Não é nada fácil agüentar 8/9 rodadas traçando uma estratégia de jogo, marcando pontos de vida, ficando atento com os movimentos suspeitos do oponente (e sim, você sabe que isso acontece).

Magic the Gathering também é um jogo que necessita um certo suporte financeiro. Você tem que saber que, a não ser que seja um Grinder de Magic Online (jogadores que vivem exclusivamente do jogo e o tem como principal fonte de renda, jogando quase que diariamente) tem que saber os limites de investimento. Querendo ou não, Magic é um jogo caro e você tem que saber controlar seus gastos, obviamente sem exageros.

Quem aqui já não passou por situações chatas, como ter um oponente malandro, que tenta se aproveitar de uma situação do jogo, para tirar vantagem? Pois é, acredito que a grande maioria aqui já viveu isso. E isso demonstra o caráter e a conduta do jogador não só no jogo, mas também a sua personalidade como um todo, porque se uma pessoa tem coragem de trapacear no jogo, que dirá na vida? O Magic põe a prova a ética e o bom senso, assim como em varias outras situações do cotidiano, pois você, assim como todos os que estão no campeonato, não estão ali apenas para brincar. Muitos vieram de longe, gastaram um bom dinheiro e também querem ganhar. É importante saber separar isso da ganância, que pode levar as pessoas a cometerem infrações, sem conseqüências e que prejudicam os outros. E isso também tem um preço caro, você pode muito bem ser desqualificado do campeonato e até banido do jogo por um longo tempo.

Definitivamente, isso não é só um jogo. Eu chegaria mais longe e poderia dizer que Magic é quase um esporte, que alem de envolver todas as características que mencionei acima, ainda podem te fazer ser uma pessoa melhor (ou pior, dependendo do caminho que seguir, aí vai de cada um..). Amigos, diversão e aprendizado: Magic the Gathering faz parte da nossa história.

Bom, acho já falei demais por hoje. E você, concorda com tudo que falei? Tem alguma crítica ou sugestão? Semanalmente estarei aqui no blog, falando sobre decks, listas, campeonatos, esclarecendo duvidas e tudo mais que se relacione a esse fantástico mundo de Magic the Gathering. Espero que tenham gostado e até semana que vem!

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