Caminhando nos planos

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* Lucas Giggs está na fronteira agora, comandando seu exército.

 

Vamos jogar Commander?

Saudações, Nerds!

Essa semana venho falar sobre o que é, em minha opinião, o melhor formato desse jogo: Commander. Pra quem não sabe, o Commander nada mais é que o antigo Elder Dragon Highlander, agora oficializado e com suporte da Wizards. Nele você monta um deck de 100 cartas, sendo 99 e o seu general, que precisa ser uma criatura lendária. Só pode ser usado uma carta de cada, e elas só podem conter cores de mana em seu texto que sejam da identidade do seu general (por exemplo: se seu general for um Ezuri, Renegade Leader, você não pode usar Elves of Deep Shadow em seu baralho, por conter a mana preta no seu texto).

Assim como nos outros formatos, o Commander possui suas cartas “staples”, que são aquelas cartas que jogam em praticamente todos os decks. Exemplos: Sol Ring, Reliquary Tower e Lightning Greaves. Como, apesar de ser reconhecido e ter o suporte da Wizards, o Commander tem um apelo muito casual, os próprios jogadores são quem definem suas listas de banidas do formato. Cartas como Armageddon e Iona não são muito bem vistas pelos jogadores, porém isso varia de grupo para grupo.

Uma das formas inovadoras de se ganhar o jogo, consiste em causar 21 pontos de dano de um general. Alguns, como Ruhan, Rafiq e Karrthus são bem fáceis de se conseguir, por isso mesmo seus baralhos são montados em torno deles. Outros como Azusa, Kaalia e Gaddock são apenas um “suporte” do seu baralho, onde o foco não está precisamente neles, mas sim nas outras cartas que fazem o baralho rodar.

Uma das coisas mais divertidas de se montar um deck é perder horas e horas pesquisando as cartas mais inimagináveis possíveis, e que podem se encaixar como uma luva no seu deck. Eu mesmo fui descobrir esses dias que temos um Trigon Predator apenas verde! Uma pena que ainda não consegui achar ninguém que o tenha..

Bom, agora que apresentei um pouco do formato para vocês, queria compartilhar um pouco de minhas experiências jogando Commander. Quando eu digo que esse é meu formato preferido, é porque ele resgatou algo dentro de mim sobre o Magic, que eu pensei ter perdido em meados de 2009: o conceito de Forfun. Nessa época, lembro de passar várias tardes de Sábado brincando e jogando com o pessoal, com nossos decks de Ladinos, Kithkins e afins. Era muito gostoso ver o povo todo se divertindo, sem aquela gana de vencer que o Magic competitivo lhe trás. Diversão era tudo o que importava naquela época.

Se tem uma coisa que não falta quando se joga Commander, é a diversão. Nele acontecem coisas que você não veria em outros formatos, como alguém morrer para dois tapas de um Malignus com ímpeto no quarto turno (no caso, eu mesmo), ou então os seguintes diálogos:

Fulano acaba de ativar Mindslaver em Ciclano. Fulano usa New Horizons de Ciclano, que fica feliz e diz: “Ae, lands pra todo mundo!”

Pra você não. Não achei no seu baralho. – diz Fulano

Ciclano: Okay.

Risadas gerais

Beltrano casta um Spearbreaker Behemoth e passa. Champs diz: Posso desvirar e te matar?

Champs bate com Prince of Thralls pra cima de Beltrano, que tem pouca vida.

Beltrano: Bloqueio no Behemoth.

Champs: Ah, achei que ele voava…

Mais e mais risadas

Apesar de ter um forte apelo casual, alguns jogadores levam o formato muito a sério. Inclusive, existem alguns campeonatos de Commander, nos quais geralmente são 1×1 (um contra um). Participarei de um em Setembro, onde estarão generais bem apelativos, como Grand Arbiter Augustin IV, Edric, Spymaster of Trest e Sharumn the Hegemon. Eu vou com meu Omnath, Locus of Mana, que sempre me rende bons jogos, alem de também ter seu lado apelativo, com cartas como Vorcinclex, Voice of Hunger e Hall of Gemstone. Dificilmente eu tenho chance contra esses outros decks, mas sinceramente, eu levo o Commander pelo lado mais casual possível. Pra mim é pura e simplesmente uma forma de reunir os amigos, fazer um churrasco e, claro, dar muitas risadas.

Esse espírito Forfun não deveria jamais ser esquecido por um jogador. Esse deveria ser o espírito do Magic no geral, não só por causa do formato em si, mas como um todo. É claro que todos gostam de vencer, eu mesmo me considero um péssimo perdedor, mas no Commander pelo menos eu consigo resgatar os tempos de Magic em que o que mais importava era reunir a galera e “jogar um joguinho num Sábado à tarde”.

Voltando ao campeonato, vou apresentar a vocês algumas cartas da minha lista atual do deck , que chamo de Mana Charge.

General: Omnath, Locus of Mana.

Uma palavra o define: insano. Um dos generais mais temidos no 1×1, justamente pelo fato de que não é muito difícil conseguir os 21 pontos de dano de general (ele facilmente ultrapassa a casa dos 50 em poder e resistência). O deck não é feito em torno dele, ele tranquilamente rampa com facilidade, pois possui muitas mágicas com efeitos para isso, mas quando não se tem muitas alternativas, basta casta-lo e ver como o oponente se livra a tempo, antes de levar o dano letal de general.

Fatties (criaturas grandes e gordas, kill conditions do baralho): Primeval Titan, Woodfall Primus, Wurmcoil Engine, Avenger of Zendikar, Platinum Emperion, Vorcinclex, Voice of Hunger.

O deck possui varias, justamente por abusar desses efeitos de ramp, consegue casta-las e botar pressão já pelo turno 4 ou 5. A maioria delas tem um efeito triggado EtB (quando entra no campo de batalha) e que geralmente causam um grande impacto na mesa .

Ramp: Wild Growth, Overgrowth, Skyshroud Clain, Cultivate, Kodama’s Reach.

O deck precisa ter muitos terrenos para que se possa castar suas mágicas, pois muitas delas tem um alto custo, então apesar de parecer muitas vezes inútil perder slots no deck para por cartas que não aparentam ter muita utilidade, é essencial pelo propósito dele: vomitar criaturas grandes na mesa.

Utility Spells (mágicas que são úteis para o baralho, sejam tutores, draws ou qualquer outra carta que te gere uma card advantage, vantagem de cartas, sobre seus oponentes): Harmonize, Solemn Simulacrum, Primal Command, Genesis Wave, Fierce Empath, Brutalizer Exarch, Eternal Witness, Mossworth Bridge, Green’s Sun Zenith.

Cartas que ajudam em determinados momentos , sejam tutorando criaturas, dando draw ou, simplesmente, vomitando seu baralho inteiro na mesa (Genesis Wave <3). Essenciais pro funcionamento do deck.

Removals: Beast Within, Karn Liberated, Tornado Elemental, All is Dust, Hurricane, Terastodon.

A cor verde não é conhecida por possuir muitos removals, sendo assim precisamos utilizar as que resolvem um de nossos piores problemas: o ataque aéreo. Hurricane e Tornado Elemental fazem muito bem esse papel. Cartas monocoloridas como Karn e All is Dust também são muito bem vindas, já que não tem o problema com a identidade do general no deck.

É isso galera, espero que tenham gostado e, se você não joga ou nunca jogou Commander, que esse artigo instigue o seu lado Forfun. Pesquise as criaturas lendárias disponíveis, ou então pegue aquela carta que você ganhou do seu amigo, que você nunca achou que seria possível montar um deck com ela e monte o seu! Garanto que não vão se arrepender, a diversão é garatida!

Até semana que vem!

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