Caminhando nos planos

Padrão

*Lucas “Giggs”  Hervás escreve essa coluna há quase dois meses e só agora nos brindou com boas decklists. Palmas para ele!!!

 

Saudações, Nerds!

 

Está chegando a hora que muitos jogadores esperavam ansiosos: o retorno a Ravnica! Chega de Titans, Phantasmal Images, Mana Leaks e Birthing Pods (:’(). A guerra das guildas já começou, e os spoilers até agora são muito promissores. Mas todo começo de rotação, uma grande dúvida ronda a cabeça dos jogadores: do que eu jogo? Eu mesmo sofri pra achar um deck que me agradasse na temporada passada, joguei a maioria do tempo com Bant Pod, mas numa época que ele não era tão bom e conseqüentemente não obtive resultados muito expressivos (na verdade, eu não ganhei absolutamente nada com ele, o máximo que fiz foi um top32 num champ 5k em São José dos Campos). Essa foi uma temporada para se esquecer. Mas, no final dela, eu joguei uns 2-3 champs com um BR Zombies emprestado de um amigo. E eu simplesmente adorei o deck.

Talvez por ele me remeter ao saudoso BR Vampires, um deck eu que eu gostava muito de jogar. Até os efeitos são parecidos, com Gravecrawlers + Blood Artist e Bloodghasts + Kalastria Highborn. Então, como na próxima coleção teremos um bloco baseado em guildas, nada mais justo eu escolher a minha preferida: Golgari.

O deck já possui uma boa base Monoblack da temporada passada, o que facilita na construção do mesmo. Porém, mesmo com quase metade do bloco já revelado, saíram algumas cartas da guilda Golgari que me saltaram aos olhos e me incentivaram ainda mais a montar um BG Rock Zombies:

Overgrown Tomb: Obviamente, a base de mana é um dos pontos principais. Com 4 Shocks + 4 Woodland Cemitery + 4 Cavern of Souls, isso com certeza não será um problema. Quem quiser abusar ainda mais, pode usar o novo land portão BG, mas eu não aconselho, é desnecessário. 12 fontes de mana com acesso as 2 cores é o suficiente pro deck rodar.

Dreg Mangler: Um drop3 excelente, ter ímpeto é sempre bom. Sem Blade Splicer no formato ele fica ainda melhor. Ainda possui uma habilidade que não pode ser desconsiderada. Scavenge da ao deck uma alternativa muito boa quando o jogo se estende para o mid/late game, é só pagar 5 manas e pumpar qualquer um dos seus bichos. (imagine o estrago que um Highborn Ghoul 5/4 não faria contra um Naya, por exemplo..)

Lotleth Troll: O drop2 que o deck pediu a Jace. Ter evasão é um ponto importantíssimo, pois ele sozinho na mesa já pode iniciar um clock muito forte no oponente, com a ajuda da habilidade de regenerar contra mass removals. Gravecrawler com certeza será seu melhor amigo.

Corpsejack Menace: Único contra aqui é não ser zumbi, para se beneficiar das Cavernas, mas ele tem uma sinergia muito forte com o baralho: Geralf’s Messenger, Lotleth Troll e o principal: Scavenge. Lembram-se que acabei de dizer o quanto um Highborn Ghoul 5/4 poderia ser insano contra um Naya? Agora imagine o mesmo estando 8/7, com a ajuda do Corpsejack! Até mesmo Bonfires milagrosos alheios  dificilmente lidariam com o comedor de cérebros gigantesco.

Jarad, Golgari Lich Lord: Não foi uma das cartas que eu logo de cara pensei em por na lista, mas ele tem uma habilidade que se encaixa perfeitamente no deck. Ele me despertou interesse por um grande motivo: a sinergia com Gravecrawler. É só imaginar que os dois sozinhos na mesa, geram um Shock infinito no oponente. Junte essa sinergia com cartas como Blood Artist e temos um “combo” muito interessante.

Bom, vamos montar um esboço do que seria o Rock Zombies até agora:

Rock Zombies by Giggs

4 Overgrown Tomb

4 Cavern of Souls

4 Woodland Cemitery

9 Swamp

4 Gravecrawler

4 Geralf’s Messenger

4 Diregraf Ghoul

4 Dreg Mangler

4 Lotleth Troll

4 Blood Artist

2 Corpsejack Menace

2 Jarad, Golgari Lich Lord

 

3 Tragic Slip

3 Rancor

4 Sign in Blood

1 Killing Wave

 

Como eu já disse, o deck mantém a sua base, com os 12 zumbis tradicionais + Blood Artist, que é o único não-zumbi que indiscutivelmente não pode ficar de fora da lista. Com a adição do Troll e da Planta, o deck se torna muito mais agressivo. É só imaginar uma abertura do tipo Crawler/Troll/Mangler/Corpsejack (pumpando o Troll e correndo pro abraço) ou então Crawler/Artist/Mangler. Um dos pontos importantes do deck é manter a agressividade em todos os drops, com suporte na curva 4 para Corpsejack ou um Jarad com Crawler para finalizar o jogo.

Sign in Blood também é muito importante para manter o gás do deck, ou então é o shock finalizador no oponente. E Rancor, a carta que faltava pro Gravecrawler se tornar uma verdadeira maquina. Da pra imaginar Crawler + Rancor também em combinação com Jarad, que com 5 manas transformaria um Shock para um Flame Javelin no oponente! Aqui eu cogitei usar apenas 3 Rancores porque, apesar de usar teoricamente 12 fontes de mana BG, ele só é beneficiado por 8, o que pode muitas vezes acabar morrendo na mão. Acredito que esse número seja o ideal, mas dependendo do gosto ou para evitar zicas, pode-se cortar para 2, abrindo um slot para um possível 4° Tragic Slip ou a 22ª land, que eu acredito não ser necessária.

Falando em Tragic Slip, essa carta também tem um slot bem maleável na lista, pois como conhecemos pouco do que vem por aí em Ravnica, ela pode acabar não sendo muito útil contra determinados matches. Relembrando que isso é só um esboço da lista, nada baseado em testes.

Sendo ainda mais ousado, eu pensei numa versão Jund do Zombies, com adição de Burns e uma carta que faz muita falta na versão BG: Falkenrath Aristocrat.

Jund Zombies by Giggs

4 Overgrown Tomb

4 Cavern of Souls

4 Woodland Cemitery

4 Blood Crypt

2 Dragonskull Summit

3 Swamp

4 Gravecrawler

4 Geralf’s Messenger

4 Diregraf Ghoul

4 Dreg Mangler

4 Lotleth Troll

4 Blood Artist

4 Falkenrath Aristocrat

 

2 Flames of the Firebrand

4 Sign in Blood

2 Bonfire of the Damned

3 Dreadbore

Confesso que olhando por cima, a lista Jund me agradou mais que a BG. Ela acaba trocando as sinergias das outras cartas relativamente pesadas + Rancor por Burns, Bonfire (que é sempre milagroso) e Dreadbore, que é um removal absurdo. Com a perda de Go for the Throat e Doom Blade sendo carta morta no mirror match, esse Terminate que alveja planeswalkers é tudo que o deck precisava.  Alem claro, de contar com 4 Aristocratas, que dispensam comentários…

A versão Jund também tem acesso à melhor carta do Standard: Bonfire of the Damned. Quem já levou um, mesmo que não seja no milagre, sabe quantos jogos essa simples carta consegue virar.

Talvez essa versão possa sofrer um pouco com a base de mana, pois podemos ter alguns problemas, como Bonfire vindo em um momento onde não temos fonte vermelha, Aristocrat atrapalhando a nomeação da Caverna por ser Vampira ou mesmo abrir com Blood Crypt/Dragonskull + Swamp e ficar com os drops agressivos BG mortos na mão. Seria a virtual vantagem da lista BG Rock para essa, onde o problema mais provável seria não poder castar o Rancor.

Esses são os esboços das listas apenas com quase metade do spoiler revelado. Tanto cartas Golgari como Rakdos, para a versão Jund, podem dar um upgrade ainda maior na lista. Aguardo ansiosamente o lançamento de Retorno a Ravnica, para tirar o projeto do Rock Zombies fora do papel e mostrar com resultados, se tenho mesmo razão em apostar tanto assim nele. Ou mesmo se a versão Jund consegue ser melhor, apesar dos problemas com a base de mana. Aguardemos as próximas semanas para ver o que vem por aí!

Até semana que vem!

7 responses »

  1. Olá Lucas, antes de tudo, muito boa sua ideia de comentar sobre esse deck e muito bom artigo. Discordo de algumas opções do deck, porem isso é peculiar a cada jogador, e achei o bg rock mais legal e violento, só espero que saia alguma mágica bg ou umas das cores para fechar bem o deck. Parabéns novamente pelo artigo. abraços.

    • Muito obrigado pelos elogios João!

      Realmente a versão BG esta bem violenta, também acredito que com mais uma ou duas cartas o deck consegue ficar com uma base muito forte e como disse no texto o fator base de mana também pesa um pouco na escolha da minha preferida. Mas gostaria de saber quais opções você discorda🙂

      Abraços!

    • Valeu pelo elogio man! Particularmente boto muita fé nesse deck e que com mais uma ou duas cartas ele se fortaleça ainda mais. Eu espero ansiosamente pelo drop1 híbrido BG, pois se for no nivel das que saíram até agora para as outras guildas, será perfeito pro deck!

      Abraços!

  2. Gostei da idéia de já ir montando alguma coisa com o que já saiu da coleção.
    Eu preferi a lista BG do que a Jund, eu jogaria com o deck.
    A coleção até agora parece animadora.

    Abraço e parabéns pelo texto.

    • Engraçado, acho que se eu tivesse esperado mais um dia para escrever o texto, nem precisava sugerir a lista Jund. A BG tinha o problema de não possui remoções tão eficientes, mas agora com a nova e absurda Abrupt Decay, nossos problemas foram praticamente resolvidos. Com certeza jogarei com o deck agora!

      Valeu pelos comentários Alê, abração!

      • Tem toda razão Lucas, com o acréscimo de abrupt decay e slitherhead o deck volta a ter pelo menos os dez drops 1 que tinha, um removal fantastico, senão a melhor carta para essa função ( faz tempo que não via uma removal overpower assim), o deck esta montado já, o que sair a mais é lucro… Esse deck vai jogar muito, tenho os zombies e vou atrás das cartas novas com certeza.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s