Caminhando nos planos

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Saudações, Nerds!

 

Primeiramente gostaria de agradecer a todos pelo retorno que tenho recebido de vocês aqui no blog. A participação de vocês é fundamental para o sucesso do blog e espero sempre trazer uma leitura útil e agradável pra todos. Então nada mais justo que agradecer a vocês. Meu muito obrigado, de coração!

Semana passada abordamos listas de Rock e Jund Zombies e coincidentemente e no dia seguinte, saiu A carta que faltava pro Rock Zombies, já que o Jund possuía Dreadbore que fazia a mesma função: Abrupt Decay.

A carta é tão boa, mas tão boa, que só pra deixar ela melhor ainda, a Wizards resolveu deixar ela no ciclo das mágicas “inanuláveis” da edição. Aconselho fortemente que fechem o seu playset, porque com certeza jogará muito, em todos os formatos.

Mas hoje, não vamos falar de Standard. Vamos falar de um formato que ainda não foi abordado nessa coluna e que, pra muitos, é considerado o formato que separa os homens dos meninos: Legacy!

Confesso que não é um dos formatos que eu mais gosto, mas de vez em quando eu me aventuro um pouco nele. O formato é muito aberto, o que acaba sendo justo, se você parar pra pensar que existem mais de 10000 cartas disponíveis. Mas, mesmo assim, de tempos em tempos, uma única carta nova pode acaba conseguindo quebrar o formato. Exemplos existem e não são poucos: Vengevine, Delver, Emrakul, Griselbrand. Esse último foi um dos que mais clamaram seu banimento, por causa de Show and Tell e Sneak Attack. Contudo, poucas vezes foi necessária uma atitude tão drástica quanto o banimento, o mais recente foi Vengevine, na época de Survival of the Fittest.

Mas, tem uma pergunta que sempre é feita e ninguém ainda conseguiu responder: com a variedade e o acesso a tantas cartas, porque sempre surgem tantos apelos de banimento quando uma carta nova surge e mexe com o formato? Pra se ter uma idéia de que não é exagero falar que os pedidos muitas vezes são infundados, quando descobriram o poder que Stoneforge tinha em combinação com Jace no Standard, logo estavam presentes no Legacy também. E foi pedido o banimento de ambos, que não ocorreu. E hoje, estão firmes e fortes no ambiente, sem nenhum desequilíbrio.

Já ouvi alguns comentários, dizendo que o jogador brasileiro de Legacy é preguiçoso, acomodado. Que pra ele, é muito mais fácil gastar seu dinheiro em old duals e outras cartas caras e apenas copiar uma das X listas já existentes. Não tem inovação e quando surge alguma, ele simplesmente não aceita que quebrem o padrão e pedem banimentos. Eu não acho que seja uma acomodação, acho mais que seja uma espécie de preferência mesmo, de gosto. Quando você faz por muito tempo apenas uma coisa, você acaba de acostumando com ela. Não significa que você está acomodado, você só não esta acostumado a mudanças. Assim como muitos jogadores brasileiros de Legacy, que muitas vezes jogam apenas esse formato. O que muitas vezes, os qualifica também como jogadores velhos, que é uma injustiça.

Por isso, eu jogo Legacy apenas para me divertir. O deck que eu mais jogo é odiado por quase todos e amado apenas pelos que tem coragem de jogar com ele: Belcher!

 

// Lands

1 [A] Taiga

 

// Creatures

4  Tinder Wall

4 Street Wraith

4  Simian Spirit Guide

4 Elvish Spirit Guide

 

// Spells

4 Rite of Flame

4 Burning Wish

3 [Empty the Warrens

4 Land Grant

4 Gitaxian Probe

2 Desperate Ritual

2 Pyretic Ritual

4 Seething Song

4 Goblin Charbelcher

4 Lion’s Eye Diamond

4 Lotus Petal

4  Chrome Mox

 

Sideboard

4 Xantid Swarm

4 Pyroblast

1 Goblin War Strike

1 Hull Breach

1 Reverent Silence

1 Shatterring Spree

1 Past in Flames

1 Pyroclasm

1 Empty the Warrens

Pra quem não entendeu, o combo é muito simples. Existem 2 jeitos de ganhar com ele: ativando o Goblin Charbelcher e matando o oponente tombando o deck inteiro (pois a única Taiga dele dobra o dano, por ser a única Montanha) e jogando o dano na cara do oponente ou com infinitas fichas de Goblins através o Empty the Warrens. O deck é muito vulnerável a Ilhas.dec, por causa de FoW e tem um ótimo match contra o resto do ambiente. O problema em jogar de Belcher é que é quase impossível você não se deparar com FoWs no meio do caminho, e conseguir evadi-las. E quanto mais turnos você demora a combar, maiores são as chances do adversário em achar um hate eficiente. Belcher é um deck diferente dos outros disponíveis, ele não tem defesa alguma. O máximo que você vai encontrar são Xantids e Pyroblasts pós sb. Mas mesmo assim, as chances são poucas.

Jogar de Belcher também me proporcionou momentos únicos, que eu acho que só acontecem justamente com jogadores de Belcher. Deve ser birra do divino, por insistir em jogar com um deck tão contraditório pro ambiente feito esse. Seguem os relatos:

Jogo contra Aggro Loam: Abro a mão e vejo que consigo combar já nesse turno e com a ajuda do Past in Flames eu faço 20 goblins no turno 1. Esse é o plano perfeito pro deck, diminuir o quanto você puder o clock nos goblins, combando assim que possível. Com a vitória praticamente decidida, apenas falo “vai”.

Meu oponente apenas olha e pra mesa e diz:

“É, preciso de um topdeck agora.”

“Olha, comprei!”

Mana, Mox Diamond, Mox Diamond, Maesltron Pulse nos tokens.

No turno UM!

 

Jogo contra UB Depths (o deck já é estranho, imaginem as jogadas..). Quase a mesma coisa, olho pra mão e faço 14 goblins no turno 1, sem medo de ser feliz.

Meu oponente compra e nem pensa muito. Mana, Lotus Petal, Lotus Petal, Propaganda.

Fico a olhar pra aquela carta, pensando em porque alguém usaria isso no side/md/sei la eu. Aí lembrei que jogava contra um deck que não existe e que não era pra nada fazer sentido mesmo…

Ah, não contente com isso ele ainda fez de Spellskites e um Chill, só pra me ferrar mais um pouco. Mas nada supera o momento de eu usar uma Gitaxian Probe e ver um FLING na mão dele.

Juro que se perdesse pra aquilo, eu ia pra casa instantaneamente.

Mas fiquei sabendo de boatos de um Maverick que tentou responder a ficha de Marit Lage com uma Karakas e tomou 20 na fuça. Shit happens.

E Domingo tentarei minha vaga novamente com o Belcher, e dessa vez com uma pitada de ousadia: jogando sem Side. Uma lista que não usava Burning Wish foi pra final em um campeonato gringo, atropelando quase todo mundo. Perdeu pra UW Miracles no final. Se ele pode, então eu posso também!

Espero voltar com um report da vaga, é algo que eu quero muito, apesar de não parecer por jogar com um deck tão suspeito assim. E espero sinceramente não voltar com mais nenhum história bizarra dessas, chega de frustrações..

E por ultimo, espero que tenham gostado e se divertido com o artigo de hoje. Agora chega de esperar tanto.

Até semana que vem!

 

 

4 responses »

    • Obrigado por comentar Rafael! Realmente o deck roda muito bem, diria que em torno de 80% das vezes ele comba no T1. O dificil é se o oponente tem a FoW, mas é um risco que corremos. E se não tem, é só alegria🙂

      Abraços!

  1. Gosto do deck, acho ele bem legal, divertido e geralmente faz top, o past in flames no side achei bem interessante, se não vier tudo bem e se vier ajuda, posta o deck que você citou por favor. Ótimo post.

    • Valeu João! Muitos acham que o Past in Flames é apenas um “ganha mais” que o deck possui. Mas mesmo nesse exemplo que citei contra Loam, ele era fundamental pra que eu pudesse ganhar. Quanto menos tempo você da pro oponente achar os hates, maior é a chance da vitória, porque geralmente os hates são incontornáveis. Eu só não contava com um Maelstron Pulse turno UM, mas acontece..

      Abraços!

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