Tokyo Station

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*Patricia Suemi Sato gosta de comentários e de bichinhos fofos com katanas.

 

“Se amanhã você tornar cobra e começar a comer gente e, com essa mesma boca que as engoliu, proclamar seu amor por mim, serei capaz de confessar igual amor ao que sinto hoje por você?” (Ichimaru Gin – BLEACH)

Yo, minna-san!

Começando o post com uma das minhas frases prediletas (que também é o poema do volume 47 de BLEACH) de um dos meus personagens preferidos e falando sobre um anime que adoro: Gintama (decidi escrever sobre quando vi um DVD do anime lá na White Nerd)! Um anime e mangá de comédia que contém luta, algo não muito difícil, já que sai semanalmente na JUMP!

Gintama conta a história de Sakata Gintoki, um “faz-tudo” que luta para conseguir pagar o aluguel do mês (me lembra do Seu Madruga, de Chaves). Sua loja, Yorozuya Gin-chan (literalmente, “Faz-tudo Gin-chan”), conta com mais dois empregados: Shimura Shinpachi e Kagura (uma alienígena do clã Yato). Sim, você leu certo: alienígena. E junte com isso o passado de Gintoki como samurai, companheiros de luta com algumas idéias explosivas, um Shinsengumi (grupo de samurais responsáveis pela paz e ordem na época do Bakumatsu) com líderes viciado em maionese, sádico ou que lembra um gorila, ninjas com problemas de visão e um staff maluco.

A parte “séria” (vamos lá… um dois minutos a cada cinco ou seis episódios) da obra refere-se a guerra em que os amantos (os aliens) tentaram invadir a Terra (mais exatamente, Edo) e que Gintoki lutou (com companheiros como Katsura e Takasugi). Isso é uma metáfora ao que aconteceu no Japão depois da Segunda Guerra Mundial, em que os ocidentais entraram no país enfiando sua cultura nos japoneses. A obra utiliza de personagens que realmente existiram (sendo que o primeiro nome foi alterado, além da personalidade – é o que eu espero, como Hijikata Toshizou virou Hijikata Toushiro) misturados a lendas (Gin foi inspirado em Sakata Kintoki) e personagens inéditos (que bom, né?).

O que é muito interessante são as quantidades absurdas utilizadas de metalinguagem (episódios em que os personagens conversam sobre a falta de verba pra fazer o anime, um personagem falando que uma cena de luta no mangá é muito pro autor desenhar) e de referencias, sendo que não precisa sabe-las para se divertir com a obra (se souber, mais engraçado ainda).

As aberturas e os encerramentos são muito bem feitos, com músicas muito boas (gostei muito de quase todas as músicas, mas destaco as aberturas Dilenma da ecosystem e Wonderland por FLiP e os encerramentos Shura do DOES – além da música do filme de Gintama da mesma banda, Bakuchi Dancer – e Yuki no Tsubasa do redballon). Além disso, no episódio final de cada arco (que são bem curtos, geralmente de 3 a 5 episódios) a abertura e o encerramentos são diferentes, algo que eu queria que acontecesse com os outros animes.

Os seiyuus são incríveis, não houve uma voz que achei inadequada para um personagem ou que estranhei quando escutei pela primeira vez. O Sugita Tomokazu como Gin-san está ótimo (melhor do que em Suzumiya Haruhi no Yuutsu), Nakai Kazuya como Hijikata superou todas as expectativas que eu tinha sobre ele (quase morri de tanto rir quando o Gin mandou o Hijikata gritar “Let’s party!”, frase de Date Masamune em Sengoku Basara que é dublado pelo Nakai), adorei o papel de sádico de Suzumura Kenichi como Okita Sougo e Ishida Akira como Katsura Kotarou faz você pensar: “Esse é o mesmo cara que dubla o Gaara? Ou o Mizuki Hajime (de Tennis no Ouji-sama)? Cadê a seriedade ou as artimanhas?”. Do núcleo “sério” (que é o meu preferido, fazer o que se os personagens que mais gosto são aqueles tidos como maus pela maioria das pessoas – eu os vejo como interessantes) tem Hino Satoshi como Kamui e Koyasu Takehito como Takasugi Shinsuke (não comentarei sobre eles porque ia ser extremamente parcial, adoro o Hino e acho incrível como o Koyasu dubla um vilão a um okama – no último caso, como o pai da Haruhi em Ouran High School Host Club). Das mulheres, temos Kugimiya Rie como Kagura (irmã do Kamui) e Minami Oumi como Tama (um robô). Ah, e escutar Aizen Sousuke (Hayami Shou) dando piti por causa da filha (como Umibouzu, pai da Kagura) ou por estar ficando careca não tem preço.

OK, só estou falando bem da série, mas há personagens que não gosto, como o Hasegawa (que não consegue arrumar emprego) e o príncipe Hata (a voz irrita, apesar de combinar perfeitamente com o personagem, que é irritante). Além disso, dependendo dos personagens escolhidos para aparecer no episódio, a história fica chata (quando colocam a idol Otsu e o Shinpachi, que é o líder do fã clube dela, por exemplo). Entretanto, como não é algo rotineiro, dá pra levar. E o último ponto ruim, na verdade esse me incomoda horrores, é que os meus personagens prediletos não aparecem muito!!! Só porque eles fazem parte do núcleo menos comédia não significa que eles não devam aparecer mais (pronto, desabafei toda a angustia guardada!)!!

Vale a pena assistir Gintama, há boas doses de comédia, mas também não deixa a parte dramática de lado (quer dizer… não deixa muito de lado) tem luta, boas lutas (qualidade e não quantidade). A obra foi considerada como o melhor anime de comédia pelos japoneses e o mangá já recebeu títulos nessa área também. E o melhor de tudo é que há a possibilidade do anime voltar em outubro!! Embora não se saiba se será reprise ou novos episódios. Quanto ao filme, ele é uma retomada de um dos arcos do anime, mas compensa assistir, a trilha sonora e a animação foram melhoradas. Também aconselho assistir aos OVAs, principalmente o segundo.

Ganho comentários, né? Né? Beijos e até o próximo post!

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